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metadata.dc.type: Dissertação
Title: Do adro à praça: desenhos e significados da presença franciscana nas cidades de Marechal Deodoro e do Penedo – AL
metadata.dc.creator: Albuquerque, Érica Aprígio de
metadata.dc.contributor.advisor1: Silva, Maria Angélica da
metadata.dc.contributor.referee1: Faria, Geraldo Majela Gaudêncio
metadata.dc.contributor.referee2: Ferrare, Josemary Omena Passos
metadata.dc.contributor.referee3: Castriota, Leonardo Barci
metadata.dc.description.resumo: Os adros das casas franciscanas do Nordeste constituem um espaço habitado fundamental nas cidades onde estão inseridos, desde fins dos quinhentos, quando foi erguido o primeiro convento, em Olinda. Da Bahia à Paraíba, essa “verdadeira escola” composta por quatorze cenóbios ajudou a definir a paisagem urbana do litoral brasileiro e foi centro difusor de cultura e costumes, por intermédio do adro. Dentro desse contexto, em meados do século XVII, os frades menores fundaram suas duas últimas residências na parte austral da Capitania de Pernambuco: os conventos de Santa Maria Madalena e de Nossa Senhora dos Anjos, hoje, situados nas cidades alagoanas de Marechal Deodoro e do Penedo, respectivamente. É das relações dessas casas conventuais com suas cidades, que tangenciam o espaço do adro, de que trata essa dissertação. Entendendo-o como lócus singular, integrante de um conjunto edificado que articula o material e o imaterial, configurase em importante “peça” de investigação para compreender as dinâmicas histórica e urbana das antigas vilas coloniais, pois, o mesmo agrega além das manifestações de natureza material e imaterial tradicionais, uma existência física (espacial) diretamente ligada à conformação do lugar. Ao tempo colonial, essas cidades, enquanto “vilas pernambucanas”, foram produzidas urbanisticamente sob a aliança entre a “Cruz” e a “Coroa”, atentas às estratégias alusivas tanto a questões de defesa do território quanto dos preceitos sacros. Como conseqüência, amoldados à topografia do lugar, cresceram os conventos franciscanos, e o adro, principal marco visual juntamente com edifício religioso, concebido prioritariamente para as práticas coletivas de cunho litúrgico. Hoje, quando a maior parte dos cenóbios não exerce mais plenamente sua função, possuem poucos ou nenhum frade, os adros se conformam em espaços de uso público, onde são, ao mesmo tempo: fundamentais para o monumento, partícipes de um patrimônio edificado e praças centrais para a cidade. Diante disso, este trabalho investiga a herança sociocultural estabelecida nas fases mais fortes e nos momentos de maior mudança da relação destas casas conventuais com a comunidade e suas respectivas cidades, no decorrer dos séculos. Como método, para além da documentação textual, utilizou-se das fontes iconográficas, detendo-se principalmente no uso de fotografias e da comparação in situ com a intenção de identificar as marcas dessas mudanças. A fim de compreender as dualidades e as coexistências das intervenções e apropriações no adro, seja por meio das atividades promovidas pela igreja, seja pelas práticas seculares realizadas no adro, objetivou-se montar o percurso deste espaço de uso público quanto ao “movimento” de sua área, diálogo com a cidade, sua lógica de desenho, basculando passado e presente, sagrado e profano. Por fim, vê-se o antigo adro configurarse em praça, fundamental como “área livre” no cenário urbano atual, mantendo-se múltiplo e ainda polo de atração social.
Abstract: The churchyards of Franciscan houses in the northeastern Brazil are a vital living space in cities where they are inserted, since the end of the fifteen hundred, when it was erected the first monastery in Olinda. From Bahia to Paraiba, this "real school", which is composed of fourteen monasteries, helped define the urban landscape of the Brazilian coast and was a center for disseminating culture and customs through the churchyard. Within this context, in mid-seventeenth century, the Friars Minor founded his last two homes at the southernmost Province of Pernambuco, the convents of St. Mary Magdalene and Our Lady of the Angels, now located in Marechal Deodoro and Penedo cities, in the State of Alagoas, respectively. The relationship between the convent and the city, which touches the space of the churchyard, is the subject of this dissertation. The churchyard is a singular locus, it links the material and immaterial. It also sets up an important "piece" of research to understand the dynamics of urban history and old colonial towns, because it adds something beyond expressions of traditional material and immaterial nature: a physical existence directly linked to the conformation of the place. In colonial times, these cities, when they were "Pernambuco towns", were produced under the alliance between the "Cross" and "Crown", alluding to of homeland defense and the sacred precepts. As a consequence, conformed to the topography of the place, grew the Franciscan convents, and the churchyard, it was the main visual landmark together with the religious building, designed primarily for the collective practices of liturgy. Today, when most monasteries no longer plays its role fully, have few or no friar, the churchyards conform spaces for public use, which are, at the same time: essential for the monument, participants of a built heritage and central squares of the city. Thus, this study investigates the socio-cultural heritage established in the strongest phases and at moments of big changes in the relation of these monastic houses with the community and their respective cities, over the centuries. As a method, in addition to textual documents, iconographic sources were used, focusing primarily on the use of photographs and of the comparison in situ with the intention of identifying marks of these changes. In order to understand the dualities and coexistences of the interventions and appropriations in the churchyard, either through the activities promoted by the church or by secular practices conducted in the churchyard, the objective was to set the course of this space for public use in relation to the "movement" in its area, dialogue with the city, its logic design, alterning past and present, sacred and profane. Finally, we see the old churchyard changed into a square, fundamental as "free area" in current urban setting, being maintained as multiple and being still a pole of social attraction.
Keywords: Adros franciscanos
Cidades coloniais – Alagoas
Relações urbanas
Arquitetura – Trocas socioculturais
Arquitetura religiosa
Franciscans churchyards
Colonial cities - Alagoas
Urban relations
Architecture - Socio-cultural exchanges
Religious architecture
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ARQUITETURA E URBANISMO
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal de Alagoas
metadata.dc.publisher.initials: UFAL
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo
Citation: ALBUQUERQUE, Érica Aprígio de. Do adro à praça: desenhos e significados da presença franciscana nas cidades de Marechal Deodoro e do Penedo – AL. 2019. 181 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo: Dinâmicas do Espaço Habitado) – Faculdade de Arquitetura, Programa de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2012.
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
URI: http://www.repositorio.ufal.br/handle/riufal/5494
Issue Date: 29-May-2012
Appears in Collections:Dissertações e Teses defendidas na UFAL - FAU

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