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metadata.dc.type: Dissertação
Title: Manifestações hepáticas após administração da N-Acetilcisteína em camundongos com colite ulcerativa grave induzida por Sulfato de sódio dextrana
Other Titles: Liver manifestations after administration of N-acetylcysteine in mice with severe alcerative colitis induced by sodium sulfate dextran
metadata.dc.creator: Andrade, Kívia Queiroz de
metadata.dc.contributor.advisor1: Goulart, Marília Oliveira Fonseca
metadata.dc.contributor.advisor-co1: Santos, Juliana Célia de Farias
metadata.dc.contributor.referee1: Oliveira, Suzana Lima de
metadata.dc.contributor.referee2: Estevam, Charles dos Santos
metadata.dc.description.resumo: A colite ulcerativa (CUI) é uma doença inflamatória intestinal (DII) que acomete o intestino grosso. Pode desencadear dano hepático. A inflamação e o estresse oxidativo (EO) são os principais mediadores desse dano. A N-acetilcisteína (NAC) apresenta ação antioxidante, principalmente pela capacidade de estimular a síntese de glutationa reduzida (GSH), e ação anti-inflamatória, por meio de seu efeito inibitório sobre o fator nuclear κB (NF-κB). No entanto, há controvérsias em relação à sua eficácia farmacológica no dano hepático. Diante disso, o presente trabalho teve como proposta avaliar as repercussões da administração da NAC em camundongos com CUI grave, induzida por sulfato de sódio dextrano (SSD). Para tanto, camundongos machos Swiss (n=18), 8 semanas de idade, foram acondicionados aleatoriamente, segundo o grupo de tratamento: Controle (C) (n=6); Colite (CUI) (n=6) (SSD (5% (m/v), via oral, nos últimos 7 dias do total de 37 dias de período experimental) e Colite tratados com NAC (NACc) (n=6) (150 mg/kg/dia, via oral, água de beber, durante 37 dias, e induzida a colite nos últimos 7 dias). A análise da ingestão dietética e a pesagem dos animais foram realizadas semanalmente. Os níveis glicêmicos foram dosados antes do período experimental, após 30 dias e no dia da eutanásia. Após a eutanásia, foram verificados os pesos absoluto (PA) e relativo (PR) do fígado e baço e, em seguida foram feitas as seguintes análises no tecido hepático: histológica (incluindo a do intestino grosso), de dano oxidativo e defesa antioxidante e de inflamação. Foram usados ANOVA e teste de Tukey para variáveis paramétricas, e teste de Kruskal-Wallis e teste de Dunn para variáveis não-paramétricas. Adotou-se até 5% de significância. Foi observada perda da arquitetura hepática no grupo CUI, no entanto a NAC não melhorou o dano. Não houve alteração da massa corporal dos animais decorrente da colite e do tratamento com a NAC (p>0,05), mesmo com o aumento da ingestão alimentar do grupo CUI em relação ao grupo C, durante a fase de indução da colite (p<0,05). O tratamento com a NAC e a colite não alterou PA e PR do fígado (p>0,05), no entanto foi observado aumento do PA e PR do baço nos animais do grupo NACc (p<0,01 entre C e NACc). Em relação aos dados bioquímicos, foi visto que a colite elevou a glicemia (p<0,001, CUI em relação ao C), e que o tratamento com a NAC não teve efeito hipoglicemiante (p<0,001, NACc em relação ao C). Níveis de MDA dos grupos CUI diferiram do grupo C (p<0,001), apresentando um aumento, no entanto, a NAC não atenuou a peroxidação lipídica (p>0,05 em relação ao CUI). Quando a NAC foi fornecida aos camundongos do grupo NACc, houve aumento dos níveis de GSH (diminuída no grupo CUI), semelhante ao apresentado pelo grupo C (p<0,05, CUI vs NACc; C vs CUI). Adicionalmente, a NAC elevou a razão GSH/GSSG do grupo tratado, em comparação com o grupo CUI (p<0,05). Por outro lado, observou-se uma diminuição significativamente da atividade da SOD nos grupos CUI e NACc em relação ao controle (p<0,05), devido, possivelmente, à diminuição estatisticamente da atividade de MPO hepática entre os grupos CUI e NACc em relação ao grupo C, (p<0,05, C vs CUI e NACc). Baixos níveis de IL-10 foram encontrados no grupo CUI e NACc (p<0,05, CUI e NACc vs C). Sobre os níveis de TNF-α, não houve diferença significativa entre os grupos (p>0,05). Conclui-se que a NAC não foi eficaz na atenuação do dano hepático.
Abstract: Ulcerative colitis (UC) is an inflammatory bowel disease (IBD) that affects the large intestine. It can trigger liver damage. Inflammation and oxidative stress (OS) are the main mediators of this damage. N-acetylcysteine (NAC) has an antioxidant action, mainly for the ability to stimulate the synthesis of reduced glutathione (GSH), and anti-inflammatory action, through its inhibitory effect on nuclear factor κB (NF-κB). However, there is controversy regarding its pharmacological efficacy in liver damage. Therefore, the present study aimed to evaluate the repercussions of NAC administration in mice with severe UC, induced by dextran sulfate sodium (DSS). For this, Swiss male mice (n=18), 8 weeks old, were randomly conditioned according to the treatment group: Control (C) (n=6); Colitis (UC) (n=6) (DSS) (5% (m/v), orally, in the last 7 days of the total of 37 days of the experimental period); Colitis treated with NAC (NACc) (n=6) (150 mg/kg/day, orally, drinking water for 37 days, and induced colitis in the last 7 days). The analysis of dietary intake and weighing of the animals were carried out weekly. The glycemic levels were measured before the experimental period, after 30 days and on the day of euthanasia. After the euthanasia, the absolute (PA) and relative (PR) weights of the liver and spleen were verified and, then the following analyzes were performed on hepatic tissue: histological (including large intestine), oxidative damage and antioxidant defense and inflammation. ANOVA and Tukey test were used for parametric variables, and Kruskal-Wallis test and Dunn test for non-parametric variables. Up to 5% significance was adopted. Loss of hepatic architecture was observed in the UC group, however the NAC did not improve the damage. There was no change in body mass of the animals due to colitis and treatment with NAC (p>0.05), even with increased dietary intake of the UC group in relation to group C, during the colitis induction phase (p<0.05). Treatment with NAC and colitis did not alter PA and PR of the liver (p>0.05), however an increase of PA and PR of the spleen was observed in the animals of the NACc group (p<0.01 between C and NACc). Regarding the biochemical data, it was observed that colitis increased blood glucose (p<0.001, UC in relation to C), and that treatment with NAC had no hypoglycemic effect (p<0.001, NACc in relation to C). MDA levels of the UC groups differed from the C group (p<0.001), showing an increase, however, the NAC did not attenuate the lipid peroxidation (p>0.05 in relation to the UC). When NAC was given to the mice in the NACc group, there was an increase in GSH levels (decreased in the UC group), similar to that presented by group C (p<0.05, UC vs NACc, C vs UC). In addition, NAC elevated the GSH/GSSG ratio of the treated group compared to the UC group (p<0.05). On the other hand, there was a significant decrease in SOD activity in the UC and NACc groups in relation to the control (p<0.05), possibly due to the statistically decreased hepatic MPO activity between the UC and NACc groups in (P<0.05, C vs UC and NACc). Low IL-10 levels were found in the UC and NACc group (p<0.05, CUI and NACc vs C). On TNF-α levels, there was no significant difference between the groups (p>0.05). We conclude that NAC was not effective in attenuating liver damage.
Keywords: Antioxidantes
Estresse oxidativo
Doenças do fígado
N-acetilcisteína
Antioxidants
Oxidative stress
Hepatic damage
N-acetylcysteine
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal de Alagoas
metadata.dc.publisher.initials: UFAL
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
Citation: ANDRADE, Kívia Queiroz de. Manifestações hepáticas após administração da N-Acetilcisteína em camundongos com Colite Ulcerativa Grave induzida por Sulfato de sódio dextrana. 2017. 143 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) – Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2017.
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
URI: http://www.repositorio.ufal.br/handle/riufal/1634
Issue Date: 17-Feb-2017
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