00 CAMPUS ARISTÓTELES CALAZANS SIMÕES (CAMPUS A. C. SIMÕES) ICS - INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) - GRADUAÇÃO - ICS Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) - Bacharelado - CIÊNCIAS SOCIAIS - ICS
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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisor1Rodrigues, Rafael de Oliveira-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0401378145119525pt_BR
dc.contributor.referee1Cavalcanti, Bruno Cesar-
dc.contributor.referee2Marques, Danilo Luiz-
dc.creatorImbiriba, João Batista da Silva-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8922889643335774pt_BR
dc.date.accessioned2026-10-22T19:05:01Z-
dc.date.available2026-10-22-
dc.date.available2026-10-22T19:05:01Z-
dc.date.issued2025-05-29-
dc.identifier.citationIMBIRIBA, João Batista da Silva. Da expulsão do altar ao reconhecimento público: o tombamento da Coleção Perseverança como instrumento de resistência e valorização da cultura negra. 2026. 56 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Sociais) – Instituto de Ciências Sociais, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttps://www.repositorio.ufal.br/handle/123456789/18712-
dc.description.abstractRESUMEN: El presente estudio analiza la importancia de la declaración como patrimonio histórico de la Colección Perseverança como instrumento de combate al racismo estructural en Brasil. Realizado por el IPHAN en 2024, este acto trasciende la mera preservación patrimonial, configurándose como una acción política y simbólica de resistencia contra un sistema históricamente opresor. La investigación contextualiza la situación de la población negra en el período post-abolición, cuando la ausencia de políticas inclusivas y reparadoras, sumada a la diseminación de teorías pseudocientíficas sobre inferioridad racial, consolidó un racismo estructural que permea instituciones y relaciones sociales hasta la actualidad. En este escenario, las manifestaciones culturales y religiosas afrobrasileñas se convirtieron en blanco de violenta represión, ejemplificada por el episodio de la "Quebra de Xangô" (Ruptura de Xangô) (1912) en Alagoas, cuando terreiros fueron destruidos y líderes religiosos perseguidos en un intento sistemático de borrado identitario. La Colección Perseverança, compuesta por objetos sagrados confiscados durante este episodio, representa la materialización de esta violencia, pero también de la resistencia cultural negra. Su declaración como patrimonio histórico emerge como respuesta estratégica a la invisibilización histórica, reconociendo oficialmente la contribución afrobrasileña para la formación de la identidad nacional. A través de metodología cualitativa documental, incluyendo investigaciones en el acervo del LACC/UFAL y análisis del proceso de declaración patrimonial, el estudio demuestra cómo esta acción patrimonial constituye un mecanismo de resistencia y resiliencia que rescata la autonomía cultural de una población históricamente marginalizada. El reconocimiento oficial de este patrimonio no solo preserva memorias y objetos, sino que fortalece la lucha antirracista al promover educación, concientización y valorización de la diversidad cultural. Se concluye que la declaración como patrimonio histórico de la Colección Perseverança representa un avance significativo en la reparación simbólica de las violencias perpetradas contra la población afrobrasileña, contribuyendo a la construcción de una sociedad más justa y plural, donde la memoria y el patrimonio desempeñan papeles esenciales en la deconstrucción de narrativas hegemónicas que históricamente inferiorizaron las contribuciones negras a la identidad brasileña.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Alagoaspt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentCurso de Ciências Sociais - Bachareladopt_BR
dc.publisher.initialsUFALpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectColeção Perseverançapt_BR
dc.subjectPatrimônio cultural afro-brasileiropt_BR
dc.subjectQuebra de Xangôpt_BR
dc.subjectRacismo Estruturalpt_BR
dc.subjectInstituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Brasil)pt_BR
dc.subjectColección Perseverançapt_BR
dc.subjectIPHAN-Brasilpt_BR
dc.subjectPatrimonio Cultural Afrobrasileñopt_BR
dc.subjectQuebra de Xangô (Ruptura de Xangô)pt_BR
dc.subjectRacismo Estructuralpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIApt_BR
dc.titleDa expulsão do altar ao reconhecimento público: o tombamento da Coleção Perseverança como instrumento de resistência e valorização da cultura negrapt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Cursopt_BR
dc.description.resumoO presente estudo analisa a importância do tombamento da Coleção Perseverança como instrumento de combate ao racismo estrutural no Brasil. Realizado pelo IPHAN em 2024, este ato transcende a mera preservação patrimonial, configurando-se como uma ação política e simbólica de resistência contra um sistema historicamente opressor. A pesquisa contextualiza a situação da população negra no período pós-abolição, quando a ausência de políticas inclusivas e reparatórias, somada à disseminação de teorias pseudocientíficas sobre inferioridade racial, consolidou um racismo estrutural que permeia instituições e relações sociais até a atualidade. Neste cenário, as manifestações culturais e religiosas afro-brasileiras tornaram-se alvo de violenta repressão, exemplificada pelo episódio da Quebra de Xangô (1912) em Alagoas, quando terreiros foram destruídos e lideranças religiosas perseguidas numa tentativa sistemática de apagamento identitário. A Coleção Perseverança, composta por objetos sagrados confiscados durante este episódio, representa a materialização desta violência, mas também da resistência cultural negra. Seu tombamento emerge como resposta estratégica à invisibilização histórica, reconhecendo oficialmente a contribuição afro-brasileira para a formação da identidade nacional. Através de metodologia qualitativa documental, incluindo pesquisas no acervo do LACC/UFAL e análise do processo de tombamento, o estudo demonstra como esta ação patrimonial constitui um mecanismo de resistência e resiliência que resgata a autonomia cultural de uma população historicamente marginalizada. O reconhecimento oficial deste patrimônio não apenas preserva memórias e objetos, mas fortalece a luta antirracista ao promover educação, conscientização e valorização da diversidade cultural. Conclui-se que o tombamento da Coleção Perseverança representa um avanço significativo na reparação simbólica das violências perpetradas contra a população afro-brasileira, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e plural, onde a memória e o patrimônio desempenham papéis essenciais na desconstrução de narrativas hegemônicas que historicamente inferiorizaram as contribuições negras à identidade brasileira.pt_BR
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