00 CAMPUS ARISTÓTELES CALAZANS SIMÕES (CAMPUS A. C. SIMÕES) IGDEMA - INSTITUTO DE GEOGRAFIA, DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE Dissertações e Teses defendidas na UFAL - IGDEMA
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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisor1Santos, Maria Francineila Pinheiro dos-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-6908-2441pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2023086653714834pt_BR
dc.contributor.referee1Silva, Gilcileide Rodrigues da-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6134762181741179pt_BR
dc.contributor.referee2Vasconcelos, Tereza Sandra Loiola-
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0001-8266-3956pt_BR
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/6910216752801431pt_BR
dc.contributor.referee3Araújo, Raimundo Lenilde de-
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000-0002-5491-0996pt_BR
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/7741473553613369pt_BR
dc.creatorSilva, Jessica Emanuelle Ramos da-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2053504603274890pt_BR
dc.date.accessioned2026-08-04T17:07:06Z-
dc.date.available2026-08-04-
dc.date.available2026-08-04T17:07:06Z-
dc.date.issued2026-03-05-
dc.identifier.citationSILVA, Jessica Emanuelle Ramos da. “A Carne mais barata do mercado é a carne negra”: espacialização do racismo em Maceió/AL e suas implicações na construção da identidade negra dos(as) discentes da Universidade Federal de Alagoas. 2026. 142 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttps://www.repositorio.ufal.br/handle/123456789/18310-
dc.description.abstractRacism is a systemic and structural phenomenon, historically and socially consolidated during the colonization of Brazilian territory by Europeans. Over time, it has manifested in a multifaceted way, structuring human relations at different levels and articulating with other forms of power. Cases of racism have intensified and gained greater visibility in Brazilian society; what was previously presented in a veiled manner is now explicitly evidenced in all spheres of society, such as in the economic, political, and cultural sectors.In this context, this research aimed to investigate the spatialization of racism in the city of Maceió/AL, based on the experiences lived by Black students of the Geography course at the A.C. Simões Campus of the Federal University of Alagoas, analyzing the implications of these experiences in the construction of their Black identities. This study is based on the assumption that racism plays a structuring role in socio-spatial formation, and, as it materializes in geographic space, results in the segregation of the Black population, directly impacting quality of life and intensifying socio-spatial and racial inequalities. The city of Maceió/AL is understood as a racialized territory that reflects and reproduces racist structures through the violation of the rights of the Black population, expressed in lethal violence against Black and peripheral youth, in educational inequalities, income disparities, and the absence of essential services for this population. This study was grounded in a qualitative methodological approach, whose adopted procedures included bibliographic review, fieldwork, systematic observation, conversation circles, questionnaire application, and data triangulation. The main theoretical references include Moore (2011), Munanga (2003), Santos (2011), Gonzalez (2020), Nascimento (1978), Gomes (2005), and Saquet (2009), among other authors who discuss the concepts of space, racism, territory, and Black identity. The results showed that participants experienced racist situations in different neighborhoods and in public and private institutions in Maceió/AL, manifested in racialized police violence, religious, aesthetic, and epistemic racism, directly affecting the process of constructing their Black identities. Therefore, this study contributes to the understanding of racial inequalities and the structuring role of racism in the production of geographic space, as well as to the valorization of practices such as quilombamento, self-care, the affirmation of Black identities, and the claim for rights by historically marginalized groups. Fostering critical discussions aimed at the construction of an anti-racist Geography constitutes a fundamental step toward social transformation and the deconstruction of stereotypes and stigmas in society.pt_BR
dc.description.sponsorshipFAPEAL - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoaspt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Alagoaspt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Geografiapt_BR
dc.publisher.initialsUFALpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectRacismo estruturalpt_BR
dc.subjectFormação socioespacialpt_BR
dc.subjectDesigualdades raciais - Maceió (AL)pt_BR
dc.subjectEstudantes Universitários - Identidadept_BR
dc.subjectStructural racismpt_BR
dc.subjectSocio-spatial formationpt_BR
dc.subjectRacial inequalities - Maceio (AL)pt_BR
dc.subjectUniversity students – Identitypt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIApt_BR
dc.title"A Carne mais barata do mercado é a carne negra”: espacialização do racismo em Maceió/AL e suas implicações na construção da identidade negra dos(as) discentes da Universidade Federal de Alagoaspt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.description.resumoO racismo é um fenômeno sistêmico e estrutural, consolidado historicamente e socialmente durante a colonização do território brasileiro pelos europeus. Ao longo do tempo, se manifestou de forma multifacetada, estruturando as relações humanas em diferentes níveis e se articulando com outras formas de poder. Os casos de racismo têm se intensificado e ganhado maior visibilidade na sociedade brasileira, o que antes se apresentava de forma velada, agora passa a ser evidenciado de forma explícita em todas as esferas da sociedade, como nos setores econômicos, políticos e culturais. Diante desse contexto, esta pesquisa teve como objetivo investigar a espacialização do racismo na cidade de Maceió/AL, a partir das experiências vivenciadas pelos(as) discentes negros(as) do curso de Geografia do Campus A.C. Simões da Universidade Federal de Alagoas, analisando as implicações dessas experiências na construção de suas identidades negras. Parto do pressuposto que o racismo exerce um papel estruturante na formação socioespacial, e à medida que se materializa no espaço geográfico, resulta na segregação da população negra, impactando diretamente na qualidade de vida e intensificando as desigualdades socioespaciais e raciais. A cidade de Maceió/AL é compreendida como um território racializado que reflete e reproduz suas estruturas racistas por meio da violação de direitos da população negra, expressa na violência letal contra jovens negros e periféricos, nas desigualdades educacionais, nas disparidades de renda e na ausência de serviços essências para essa população. Este estudo foi consubstanciado em uma abordagem metodológica qualitativa, cujo os procedimentos metodológicos adotados incluíram levantamento bibliográfico, trabalho de campo, observação sistemática, roda de conversa, aplicação de questionário e triangulação de dados. Como aportes teóricos destacam-se: Moore (2011), Munanga (2003), Satos (2011), Gonzalez (2020), Nascimento (1978), Gomes (2005), Saquet (2009), entre outros(as) autores(as) que dialogam sobre os conceitos de espaço, racismo, território e identidade negra. Os resultados evidenciaram que os(as) participantes vivenciaram situações racistas em diferentes bairros e instituições públicas e privadas de Maceió/AL, manifestadas na violência policial racializada, no racismo religioso, estético e epistêmico, afetando diretamente o processo de construção de suas identidades negras. Portanto, este estudo contribui para o entendimento das desigualdades raciais e o papel estruturante do racismo na produção do espaço geográfico, além de valorizar práticas de aquilombamento, autocuidado, a afirmação das identidades negras e a reivindicação dos direitos dos grupos historicamente marginalizados. Fomentar discussões críticas voltadas para a construção de uma Geografia antirracista constitui um passo fundamental para a transformação social e desconstrução dos estereótipos e estigmas na sociedade.pt_BR
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