00 CAMPUS ARISTÓTELES CALAZANS SIMÕES (CAMPUS A. C. SIMÕES) ICBS - INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE Dissertações e Teses defendidas na UFAL - ICBS
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Tipo: Dissertação
Título: Efeito antitumoral do extrato aquoso obtido do quiabo (Abelmoschus esculentus (L.) moench) no modelo murino de carcinoma de ehrlich ascítico
Título(s) alternativo(s): Antitumor effect of the aqueous extract obtained from okra (Abelmoschus esculentus (L.) Moench) in the murine model of Ehrlich ascitic carcinoma
Autor(es): Santos, Everlaine Leite Estevam dos
Primeiro Orientador: Ferro, Jamylle Nunes de Souza
metadata.dc.contributor.referee1: Fraga, Carlos Alberto de Carvalho
metadata.dc.contributor.referee2: Barreto, Emiliano de Oliveira
Resumo: O interesse por produtos naturais na medicina, especialmente no desenvolvimento de terapias anticâncer, tem se intensificado devido à diversidade de moléculas eficazes. Compostos bioativos extraídos de plantas apresentam grande potencial terapêutico, podendo possuir menos efeitos adversos em comparação aos tratamentos convencionais. Este estudo investigou o efeito antitumoral do extrato aquoso obtido do fruto de Abelmoschus esculentus, popularmente conhecido como quiabo, utilizando o modelo murino de carcinoma de Ehrlich ascítico avaliando parâmetros como ganho de peso, circunferência abdominal, análise macroscópica por imagens, volume tumoral, quantificação de espécies reativas de oxigênio (EROs), angiogênese, tempo de sobrevida e possíveis efeitos sistêmicos (CEUA 20/2019). Os resultados demonstraram que o tratamento com o extrato aquoso do quiabo, nas doses de 25 mg/Kg e 100 mg/Kg, atenuaram significativamente o crescimento tumoral, que é evidenciado pela diminuição do volume ascítico, circunferência abdominal e ganho de peso associados ao tumor. Imagens fotográficas e de raio-X confirmaram a redução do volume tumoral, com diminuição da área ocupada pela ascite. Uma análise macroscópica das imagens indicou que os animais tratados com o extrato apresentaram menor distensão abdominal em comparação aos animais do grupo controle tumoral, o que reflete na diminuição da ascite, um marcador de crescimento tumoral neste modelo experimental. A contagem celular no líquido ascítico mostrou redução das células tumorais, sem afetar o quantitativo de leucócitos, com destaque para o efeito citotóxico específico sobre as células cancerígenas. Além disso, o tratamento com o extrato aumentou cerca de 27 % os níveis de EROs, sugerindo uma modulação do estresse oxidativo no microambiente tumoral, o que pode contribuir para a indução de morte celular por apoptose, um importante mecanismo anticâncer. A análise da angiogênese revelou uma redução significativa na área vascular abdominal dos animais tratados, indicando que o extrato pode inibir a formação de novos vasos sanguíneos, a partir da redução de VEGF (46 % e 62 %, EAE 25 e 100 mg/Kg, respectivamente) no microambiente tumoral, necessários para o crescimento do tumor. A sobrevida de animais tratados com o extrato aumentou significativamente, com um incremento na expectativa de vida de até 34,21 % e 55,26 % nas doses de 25 e 100 mg/Kg, respectivamente. Além disso, não foram observadas alterações macroscópicas ou microestruturais nos órgãos avaliados dos animais tratados, sugerindo a ausência de toxicidade sistêmica e a preservação dos principais órgãos linfoides nas condições deste estudo. Esses resultados evidenciam o potencial terapêutico do extrato aquoso do fruto de Abelmoschus esculentus como um agente anticâncer, destacando a sua eficácia na redução do crescimento tumoral, na indução de morte celular, na prevenção da angiogênese e no aumento da sobrevida, com baixo risco de efeitos adversos. No entanto, são necessários estudos adicionais para esclarecer os mecanismos celulares e moleculares subjacentes aos efeitos observados, de modo a aprofundar o entendimento sobre a ação antitumoral do extrato.
Abstract: The interest in natural products in medicine, especially in the development of anticancer therapies, has intensified due to the diversity of effective molecules. Bioactive compounds extracted from plants have great therapeutic potential and may have fewer adverse effects compared to conventional treatments. This study investigated the antitumor effect of the aqueous extract obtained from the fruit of Abelmoschus esculentus, commonly known as okra, using the murine model of Ehrlich ascitic carcinoma, evaluating parameters such as weight gain, abdominal circumference, macroscopic image analysis, tumor volume, quantification of reactive oxygen species (ROS), angiogenesis, survival time, and possible systemic effects (CEUA 20/2019). The results demonstrated that treatment with the aqueous okra extract, at doses of 25 mg/kg and 100 mg/kg, significantly attenuated tumor growth, as evidenced by the reduction in ascitic volume, abdominal circumference, and weight gain associated with the tumor. Photographic and X-ray images confirmed the reduction in tumor volume, with a decrease in the area occupied by ascites. A macroscopic analysis of the images indicated that animals treated with the extract had less abdominal distension compared to the control tumor group, reflecting the reduction of ascites, a tumor growth marker in this experimental model. Cell counting in the ascitic fluid showed a reduction in tumor cells without affecting leukocyte counts, highlighting the extract ’ s specific cytotoxic effect on cancer cells. Additionally, treatment with the extract increased ROS levels by approximately 27%, suggesting modulation of oxidative stress in the tumor microenvironment, which may contribute to apoptosis-induced cell death, an important anticancer mechanism. Angiogenesis analysis revealed a significant reduction in the abdominal vascular area of treated animals, indicating that the extract may inhibit the formation of new blood vessels through the reduction of VEGF (46% and 62% for 25 mg/kg and 100 mg/kg of aqueous extract, respectively) in the tumor microenvironment, which is necessary for tumor growth. The survival of animals treated with the extract increased significantly, with a life expectancy increase of up to 34.21% and 55.26% at doses of 25 mg/kg and 100 mg/kg, respectively. Furthermore, no macroscopic or microstructural alterations were observed in the evaluated organs of treated animals, suggesting the absence of systemic toxicity and the preservation of major lymphoid organs under the conditions of this study. These results highlight the therapeutic potential of the aqueous extract from the Abelmoschus esculentus fruit as an anticancer agent, demonstrating its efficacy in reducing tumor growth, inducing cell death, preventing angiogenesis, and increasing survival with a low risk of adverse effects. However, further studies are needed to elucidate the cellular and molecular mechanisms underlying the observed effects and to deepen the understanding of the antitumor action of the extract.
Palavras-chave: Câncer- Tratamento
Abelmoschus esculentus
Plantas medicinais
Estresse oxidativo
Angiogênese tumoral
Medicinal plant
Oxidative stress
Angiogenesis
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal de Alagoas
Sigla da Instituição: UFAL
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
Citação: SANTOS, Everlaine Leite Estevam dos. Efeito antitumoral do extrato aquoso obtido do quiabo (Abelmoschus esculentus (L.) moench) no modelo murino de carcinoma de ehrlich ascítico. 2026. 99 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2025.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://www.repositorio.ufal.br/jspui/handle/123456789/17636
Data do documento: 27-fev-2025
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