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http://www.repositorio.ufal.br/jspui/handle/123456789/17527| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Assistência puerperal no contexto do alto risco obstétrico: uma investigação sobre a relação com fatores sociodemográficos |
| Autor(es): | Silva, Lavínia Helena Rufino da |
| Primeiro Orientador: | Santos, Amuzza Aylla Pereira dos |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Bernardo, Thaís Honório Lins |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Gaedke, Mari Ângela |
| Resumo: | INTRODUÇÃO: No escopo do surgimento das políticas públicas em saúde da mulher, elevados índices de mortalidade materna permanecem como uma complexa dificuldade a ser superada, mesmo que encarados com prioridade. Estudos realizados em países subdesenvolvidos, além do Brasil, também revelam uma tendência de que aproximadamente 60% dos óbitos maternos ocorrem no período pós-parto. OBJETIVO: Analisar a associação entre os fatores sociodemográficos e a assistência puerperal no contexto do alto risco obstétrico. MÉTODO: Trata-se de um estudo observacional, exploratório de caráter transversal e analítico com abordagem quantitativa, desenvolvido em duas maternidades de alto risco. As participantes foram puérperas em alojamento conjunto. A coleta de dados ocorreu no período de janeiro a outubro de 2024 por meio da aplicação de formulário semiestruturado. Os dados obtidos foram inseridos e tabulados em planilhas no Microsoft Excel 2016. Posteriormente, foram realizadas análises estatísticas descritiva e inferencial por meio do software R, versão 4.2.2. Foram utilizados o teste Qui-quadrado e o teste Exato de Fisher. Esta pesquisa obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da UFAL e UNCISAL. RESULTADOS: Foram aplicados 312 formulários. Observou-se maior prevalência de puérperas na faixa etária de 20-29 anos, raça/cor autodeclarada parda, mulheres em união estável, com ensino médio completo, ocupação predominantemente do lar e procedentes da 1ª Região de Saúde. Em relação aos aspectos obstétricos, a maioria das mulheres estudadas eram multíparas, com histórico de seis ou mais consultas pré-natais, internadas devido a uma única causa associada, prevalência de partos por cesariana e, nos casos de parto normal, a assistência foi predominantemente conduzida por Médicos. A maioria das participantes também não apresentou intercorrências no pós-parto, tempo de internação variando entre 1 a 3 dias, e o alojamento conjunto foi o principal desfecho neonatal. Quanto à assistência puerperal, a maioria das puérperas não recebeu orientação sobre o retorno à atividade sexual e uso de métodos contraceptivos. As mulheres mais velhas apresentaram menor frequência de amamentação na primeira hora de pós-parto e menor compreensão da linguagem utilizada pelos profissionais. Em contrapartida, as mais novas foram as que menos receberam estímulo e orientação sobre amamentação. Além disso, em relação às brancas e pardas, as autodeclaradas pretas relataram sentir-se menos confortáveis para expor suas dúvidas. CONCLUSÃO: De maneira geral, a assistência puerperal mostrou-se satisfatória na maioria dos aspectos avaliados, embora apresente lacunas, especialmente no que se refere às orientações sobre saúde sexual e reprodutiva. Por isso, é fundamental que os profissionais de saúde reconheçam a importância do gerenciamento da assistência no período pós-parto, considerando os impactos diretos e indiretos sobre a saúde materna. Nessa perspectiva, é relevante destacar que, ao permitir uma compreensão mais aprofundada sobre a assistência puerperal no contexto do alto risco, este estudo pode oferecer bases para a qualificação de um cuidado cada vez mais respeitoso, integral e seguro à mulher. |
| Abstract: | INTRODUCTION: In the context of the emergence of public policies on women's health, high rates of maternal mortality remain a complex difficulty to be overcome, even if faced as a priority. Studies carried out in underdeveloped countries, in addition to Brazil, also reveal a trend that approximately 60% of maternal deaths occur in the postpartum period. OBJECTIVE: To analyze the association between sociodemographic factors and postpartum care in the context of high obstetric risk. METHOD: This is an observational, exploratory, cross-sectional and analytical study with a quantitative approach, developed in two high-risk maternity hospitals. The participants were postpartum women in rooming-in. Data collection took place from January to October 2024 through the application of a semistructured form. The data obtained were entered and tabulated in spreadsheets in Microsoft Excel 2016. Subsequently, descriptive and inferential statistical analyses were performed using the R software, version 4.2.2. The Chi-square test and Fisher's exact test were used. This research was approved by the Research Ethics Committee of UFAL and UNCISAL. RESULTS: 312 forms were applied. There was a higher prevalence of postpartum women in the age group of 20-29 years, self-declared brown race/color, women in stable unions, with complete high school education, predominantly housewives and from the 1st Health Region. Regarding obstetric aspects, most of the women studied were multiparous, with a history of six or more prenatal consultations, hospitalized due to a single associated cause, prevalence of cesarean deliveries and, in cases of normal delivery, care was predominantly conducted by physicians. Most of the participants also did not present complications in the postpartum period, hospitalization time varied between 1 and 3 days, and rooming-in was the main neonatal outcome. Regarding postpartum care, most of the postpartum women did not receive guidance on returning to sexual activity and use of contraceptive methods. Older women presented lower frequency of breastfeeding in the first hour after delivery and lower understanding of the language used by professionals. In contrast, younger women received less encouragement and guidance on breastfeeding. Furthermore, in relation to white and mixed-race women, self-declared black women reported feeling less comfortable expressing their doubts. CONCLUSION: In general, postpartum care was satisfactory in most aspects evaluated, although it presents gaps, especially regarding guidance on sexual and reproductive health. Therefore, it is essential that health professionals recognize the importance of managing care in the postpartum period, considering the direct and indirect impacts on maternal health. In this perspective, it is important to highlight that, by allowing a deeper understanding of postpartum care in the context of high risk, this study can provide a basis for qualifying increasingly respectful, comprehensive and safe care for women. |
| Palavras-chave: | Enfermagem Enfermagem obstétrica Assistência puerperal High-risk pregnancy Postpartum period Nursing care Obstetric nursing Humanization of care |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Universidade Federal de Alagoas |
| Sigla da Instituição: | UFAL |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Pós-Graduação em Enfermagem |
| Citação: | SILVA, Lavínia Helena Rufino da. Assistência puerperal no contexto do alto risco obstétrico: uma investigação sobre a relação com fatores sociodemográficos. 2026. 89 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Escola de Enfermagem, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2025. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Embargado |
| URI: | http://www.repositorio.ufal.br/jspui/handle/123456789/17527 |
| Data do documento: | 5-fev-2025 |
| Aparece nas coleções: | Dissertações e Teses defendidas na UFAL - EENF |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| Assistência puerperal no contexto do alto risco obstétrico_uma investigação sobre a relação com fatores sociodemográficos.pdf Until 2027-01-15 | Assistência puerperal no contexto do alto risco obstétrico: uma investigação sobre a relação com fatores sociodemográficos | 1.44 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir Solictar uma cópia |
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