00 CAMPUS ARISTÓTELES CALAZANS SIMÕES (CAMPUS A. C. SIMÕES) ICS - INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS Dissertações e Teses defendidas na UFAL - ICS
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://www.repositorio.ufal.br/handle/123456789/18325
Tipo: Dissertação
Título: Tramas interseccionais de violência contra mulheres defiças em Alagoas
Autor(es): Santos, Eliene Berto Ferreira
Primeiro Orientador: Meinerz, Nádia Elisa
metadata.dc.contributor.referee1: Silva, Ana Cláudia Rodrigues da
metadata.dc.contributor.referee2: Junqueira, Telma Low Silva
metadata.dc.contributor.referee3: Allebrandt, Débora
Resumo: No Brasil, as pesquisas antropológicas que tratam de violência de gênero, favorecem pouco a compreensão de enquadramentos específicos, como o das mulheres com deficiências. A necessidade de pautar essa temática entrecruzada com o capacitismo esbarra nos limites das próprias informações sobre esse público. Através do método de pesquisa etnográfica, estabeleci uma interlocução com seis mulheres defiças e duas mães de pessoas defiças, do estado de Alagoas. O ponto de partida do diálogo foram contos, por mim produzidos, a partir das histórias de violências retiradas de pesquisas científicas sobre a temática, que demonstram expressões de violência físicas, sexuais, psicológicas, morais, etc. Esses compartilhamentos resultaram numa série de trocas de mensagens e encontros onlines nos quais as mulheres quebram o silêncio em relação a suas próprias experiências. As narrativas trazem à tona situações de violências vividas em função de múltiplas opressões que se inscrevem em seus corpos. A etnografia também descreve a emergência de um ativismo de mulheres defiças em Alagoas. A Associação de Mulheres com deficiência de Alagoas (AMDEAL) que eu também construo como pesquisadora e mulher defiça. Concluo que mulheres defiças estão mais expostas às violências físicas, psicológicas e sexuais, em virtude da própria estrutura de segregação que aprofunda experiências outras para pessoas com deficiência e da violência de gênero, a qual as mulheres em geral experienciam.
Abstract: In Brazil, anthropological research on gender-based violence does little to help understand specific frameworks, such as that of women with disabilities. The goal to address this issue, which is intertwined with ableism, comes up against the limits of information on this group. Using the ethnographic research method, established a dialogue with six disabled women and two mothers of disabled people from the state of Alagoas. The starting point for the ethnographic encounter was three short stories I produced based on stories of violence taken from scientific research on the subject, which show expressions of physical, sexual, psychological and moral violence, etc. This resulted in a series of digital message exchanges and online meetings in which women broke the silence about their own experiences. The narratives break the silence about violent experiences, as a result of multiple embodied oppressions. The work also describes the emergence of disabled women's activism in Alagoas. The Association of Women with Disabilities of Alagoas (AMDEAL), which I am also building as a researcher and disabled woman. I sustain that defiça women are overexposed to physical, psychological and sexual violence, due a segregate structure that deepens gender-based violence that women in general experience.
Palavras-chave: Mulheres com deficiência - Alagoas
Violência de gênero
Interseccionalidade
Ativismo
Capacitismo
Women with disabilities – Alagoas
Gender-based violence
Intersectionality
Activism
Ableism
Violência contra as mulheres
Violence against women
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal de Alagoas
Sigla da Instituição: UFAL
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social
Citação: SANTOS, Eliene Berto Ferreira. Tramas interseccionais de violência contra mulheres defiças em Alagoas. 2026. 103 f. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Instituto de Ciências Sociais, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2024.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://www.repositorio.ufal.br/handle/123456789/18325
Data do documento: 19-dez-2024
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