00 CAMPUS ARISTÓTELES CALAZANS SIMÕES (CAMPUS A. C. SIMÕES) ICHCA - INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTES Dissertações e Teses defendidas na UFAL - ICHCA
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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisor1Almeida, Anderson da Silva-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-8532-8851pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2303097060072830pt_BR
dc.contributor.referee1Abreu, Alexandre Veloso de-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6993934335612009pt_BR
dc.contributor.referee2Souza, César Augusto Martins de-
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0003-4530-4844pt_BR
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/3353195442153329pt_BR
dc.contributor.referee3Martins, Ana Cláudia Aymoré-
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000-0003-4113-6011pt_BR
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/9682809265187010pt_BR
dc.creatorSantos, Gerson Castro dos-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1984342472754327pt_BR
dc.date.accessioned2026-07-10T13:41:24Z-
dc.date.available2026-07-10-
dc.date.available2026-07-10T13:41:24Z-
dc.date.issued2025-11-24-
dc.identifier.citationSANTOS, Gerson Castro dos. “Na solidão e no silêncio, escreve”: história, literatura e recordação em Memórias do cárcere (1953), de Graciliano Ramos. 2026. 135 f. Dissertação (Mestrado em História) - Instituto de Ciências Sociais, Comunicação e Artes, Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttps://www.repositorio.ufal.br/handle/123456789/18140-
dc.description.abstractThis dissertation analyzes the book Memórias do cárcere (Memoirs from prison) (1953) (Mc), by the writer from Alagoas, Graciliano Ramos (1892–1953). It constitutes the author’s testimony about his imprisonment in 1936, within the context of the authoritarian escalation that culminated in the Estado Novo (1937). The study seeks to contribute to the understanding of the correlations among History, Literature, and both individual and collective memory. As a historiographical object, Mc is a valuable historical source and embodies what Michael Pollak and Pierre Nora define as a “site of memory.” The “cartography” of Mc refers to two chronological “places”: the biennium 1935–1936, when the communist uprisings in the Northeast led to the writer’s imprisonment, and the period between the 1940s and 1950s, when the book was written—coinciding with Ramos’s political activity and revealing internal tensions within the Brazilian Communist Party (PCB), of which he had been a member since 1945. By dispensing with notes and relying solely on memory as his source, the author produced a text that blends memoir and literary writing. Its use as a document requires efforts to discern factual and fictional elements, even though the book remains a trace of a historically verifiable period. All these factors make Mc a unique and provocative work, whose reading, analysis, and appreciation demand the reader’s full attention to the challenge proposed by Graciliano. To achieve our objective, we examined not only Mc but also Ramos’s articles, letters, chronicles, and interviews. The theoretical framework is grounded in several works, including The writing of History (1982), by Michel de Certeau; On collective memory (1990), by Maurice Halbwachs; Memory, History, forgetting (2007), by Paul Ricoeur; Los trabajos de la memoria (2012), by Elizabeth Jelin; articles by Michael Pollak and Pierre Nora on “sites of memory”; and studies by Sandra Pesavento on the convergences and divergences between History and Literature (2003; 2006). The research also draws upon Ângela de Castro Gomes’s study on “writing of the self” (2004) and Philippe Lejeune’s work on autobiography and the autobiographical pact (2008), which provide further theoretical support.pt_BR
dc.description.sponsorshipFAPEAL - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoaspt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Alagoaspt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Históriapt_BR
dc.publisher.initialsUFALpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectRamos, Graciliano, 1892-1953. Memórias do cárcerept_BR
dc.subjectMemória na literaturapt_BR
dc.subjectAutobiografiapt_BR
dc.subjectMemórias do cárcere - Crítica e interpretaçãopt_BR
dc.subjectMemory in literaturept_BR
dc.subjectAutobiographypt_BR
dc.subjectMemórias do cárcere - Criticism and interpretationpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIApt_BR
dc.title“Na solidão e no silêncio, escreve”: história, literatura e recordação em Memórias do cárcere (1953), de Graciliano Ramospt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.description.resumoEssa dissertação analisa o livro Memórias do cárcere (1953) (Mc), do escritor alagoano Graciliano Ramos (1892-1953). Trata-se do testemunho do autor sobre sua prisão, em 1936, no contexto da escalada autoritária que culminou no Estado Novo (1937). Pretendemos contribuir com a compreensão acerca das correlações existentes entre História, Literatura e as memórias individual e coletiva. Enquanto objeto historiográfico, Mc é fonte histórica valiosa e constitui o que Michael Pollak e Pierre Nora chamam “lugar de memória”. A “cartografia” de Mc se refere a dois “lugares" cronológicos: o biênio 1935-1936, quando ocorrem as rebeliões comunistas no Nordeste que resultaram na prisão do escritor e o intervalo entre as décadas de 1940 e 1950, período da elaboração do livro, que coincide com a atividade política do autor e de onde é possível entrever tensões internas no Partido Comunista do Brasil (PCB), do qual Ramos fazia parte desde 1945. Ao dispensar anotações e fazer da memória sua única fonte, o escritor escreveu texto que combina as escritas memorialística e literária. Seu uso como documento exige esforços na localização de elementos factuais e fictícios, mesmo que o livro seja vestígio de uma época verificável na realidade objetiva. Todos esses fatores fazem de Mc livro único e provocativo, cuja leitura, análise e fruição exigem atenção de quem aceita o desafio proposto por Graciliano. Para alcançar nosso objetivo, pesquisamos, além de Mc, artigos, cartas, crônicas e entrevistas do escritor. A base teórica está ancorada em diversos trabalhos, entre os quais A escrita da História (1982), de Michel de Certeau; A memória coletiva (1990), de Maurice Halbwachs; A memória, a História, o esquecimento (2007), de Paul Ricoeur; Los trabajos de la memoria (2012), de Elizabeth Jelin; os artigos de Michael Pollak e Pierre Nora sobre “lugares de memória” e de Sandra Pesavento sobre as aproximações e distanciamentos entre a História e a Literatura (2003; 2006). Também constituem apoio teórico importante o estudo da historiadora Ângela de Castro Gomes sobre a “escrita de si” (2004) e o trabalho do crítico Philippe Lejeune sobre autobiografia e pacto autobiográfico (2008).pt_BR
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