MEMORIAL ARTHUR RAMOS : [0] Community home page

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Nascido em 07 de julho de 1903, esse ilustre alagoano, natural da cidade do Pilar, é considerado um dos maiores cientistas da humanidade. Atuou como médico psiquiatra, psicólogo social, indigenista, etnólogo, folclorista e antropólogo. Conhecido por sua genialidade e pioneirismo, Arthur Ramos desde jovem demonstrava sua grande curiosidade pelo saber, especialmente aquele dedicado a entender o comportamento humano: chegava a passar horas na biblioteca do pai, debruçado em obras de medicina, livros clássicos, de linguística, numismática e folclore. Em 1921, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia. Foi colega de sala da ilustre alagoana Nise da Silveira e, em 1926, defendeu sua tese de doutorado intitulada “Primitivo e Loucura”, trabalho que recebeu elogios de ilustres pesquisadores como Sigmund Freud, Eugen Bleuler e Lévy-Bruhl. Sua passagem pela Bahia despertou seu interesse pelo negro brasileiro, especialmente por sua cultura. Tais pesquisas resultaram no livro “O Negro Brasileiro”, publicado em 1934. Vários intelectuais reconheceram a importância das obras de Arthur Ramos que abordam o estudo do negro no Brasil, como: Jorge Amado, Mário de Andrade, Gilberto Freyre, Aurélio Buarque de Hollanda, entre outros. Seu engajamento político, assim como sua formação humanista e pacifista, durante a ditadura de Getúlio Vargas acabou atraindo inimigos políticos, resultando assim em duas prisões no DOPS, no Rio de Janeiro, sob a acusação de “subversão” e de integrar a Liga dos Intelectuais Antifascistas. Em 1949, a convite do então diretor da UNESCO Jaime Jones Bodet, assumiu o posto de diretor do Departamento de Ciências Sociais da instituição, com a incumbência de elaborar (após a Segunda Guerra Mundial) um plano de paz para o mundo, ao lado de figuras ilustres como Bertrand Russel, Jean Piaget e Maria Montessori. Foi então que, ainda em 1949, em Paris, Arthur Ramos faleceu aos 46 anos, deixando como legado mais de 600 obras - artigos publicados em várias revistas nacionais e internacionais, livros, dentre outros documentos - que até os dias atuais servem de importantes fontes de pesquisa. Este memorial abriga vários itens que pertenceram a Arthur Ramos, que vão desde objetos pessoais e fotografias, a crônicas, cartas e obras de sua autoria.

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